Flávio Augusto
Sem faculdade, nascido na periferia carioca, Flávio Augusto fundou a Wise Up com R$20 mil do cheque especial, vendeu por R$877 milhões, recomprou por R$398 milhões e ainda comprou o Orlando City por US$80 milhões.
23 jun 2026 · 7 min
Raul Sena começou a ganhar dinheiro na internet aos 14 anos, virou diretor executivo de jornal aos 18 e foi milionário antes dos 25. Fundador do Investidor Sardinha, hoje comanda múltiplas empresas e ensina investimentos para mais de 1,3 milhão de seguidores.
Raul Alencar de Sena nasceu em Goiânia, Goiás, em 2 de julho de 1993. Não era um aluno de destaque na escola, mas desde cedo demonstrou uma inclinação para gerar renda. Aos 14 anos já ganhava dinheiro na internet. Aos 16, conseguiu um estágio no Diário da Manhã, o segundo maior jornal de Goiânia. Dois anos depois, aos 18, tornou-se Diretor Executivo do mesmo periódico — um cargo que manteve por cinco anos. Nesse período, chegou a se matricular em Geografia na Universidade Federal de Goiás, mas largou o curso no segundo semestre. A trajetória acadêmica não fazia sentido para alguém que já estava operando no mundo real em posições de liderança.
Enquanto ainda trabalhava no jornal, Raul fez diversas tentativas de empreender: sites, editoras, uma loja de sapatos. A maioria fracassou. Em 2014, virou diretor do Grupo Fatos, responsável por canais de conteúdo como o Fatos Desconhecidos, que alcançou audiências massivas na internet brasileira. Depois, assumiu como diretor de novos negócios na WTF Maison, empresa do casal Paulo Cuenca e Danielle Noce. O fato marcante é que, antes dos 25 anos, Raul já era milionário. Não por um único negócio de sucesso, mas pela soma de múltiplas operações simultâneas. Seu portfólio incluía o Grupo Bolha, proprietário de portais como Área de Mulher, Segredos do Mundo e Conhecimento Científico, além da Vibrio, um sexshop com posicionamento moderno focado em bem-estar íntimo.
Em 2019, Raul ministrava palestras sobre como crescer canais no YouTube. Um outro produtor de conteúdo o provocou: como ele podia ensinar sobre canais sem ter um? Naquela noite, gravou seu primeiro vídeo. Não ficou bom. Mas ele não parou. O nome Investidor Sardinha veio da gíria do mercado financeiro: sardinhas são os investidores pequenos, iniciantes, que nadam entre tubarões. Como o público-alvo de Raul era exatamente esse perfil, o nome encaixou perfeitamente. Em menos de quatro meses, o canal alcançou 600 mil visualizações. Hoje, soma mais de 1,3 milhão de inscritos e atinge mensalmente mais de 4 milhões de pessoas. A partir do canal, Raul criou a escola de investimentos AUVP — A Única Verdade Possível — que já formou milhares de alunos e se tornou a principal consultoria no ranking do BTG Pactual.
Raul Sena opera, como fundador ou sócio, em dezenas de empresas de diferentes setores. Além do Investidor Sardinha e da AUVP, seu portfólio inclui o Banco AUVP, a holding Supernova, a Pele de Pessêgo no setor de estética e skincare, e diversas outras operações. Com mais de 15 fontes de renda ativas, ele pratica o que prega: diversificação não é apenas uma estratégia de investimento — é uma estratégia de vida. Sua abordagem de investimentos segue o método Buy and Hold, priorizando crescimento de capital a longo prazo. Raul analisa o tempo de mercado das empresas e o quanto investem em pesquisa e desenvolvimento como indicadores-chave de decisão.
A trajetória de Raul Sena é, antes de tudo, uma história sobre inquietude produtiva. Enquanto muitos empreendedores focam em dominar um único nicho, Raul construiu um ecossistema diversificado que vai de mídia digital a sexshop, de educação financeira a skincare. Essa versatilidade pode parecer dispersa, mas é intencional: cada negócio funciona como uma fonte independente de receita que reduz o risco total do portfólio. Para investidores iniciantes que acompanham o Investidor Sardinha, a maior lição não está nos vídeos sobre ações ou fundos imobiliários. Está no exemplo: construa múltiplas fontes de renda, invista com consistência e não espere ter tudo pronto para começar.
Sem faculdade, nascido na periferia carioca, Flávio Augusto fundou a Wise Up com R$20 mil do cheque especial, vendeu por R$877 milhões, recomprou por R$398 milhões e ainda comprou o Orlando City por US$80 milhões.
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